Tela inacabada

Tela inacabada

Que noite! Que noite tão bela!
Duas almas que se fundem e a saudade que se esfarela…
Um pacto com a força de mil universos!

A tela inquieta e o pincel insatisfeito,
Sendo partes do mesmo desenho,
São carne, peito do mesmo peito,
Porque mesmo sem te ver, eu te tenho
E tu me tens, sem me ter no teu leito!

Nada nos belisca meu amor,
Nem sequer a ausência,
Porque em paz e sem dor
Nos basta a mera existência!

Precisamos de tão pouco!
Talvez um quase nada de condimento
Pra temperar amor com um tal vento,
Uma tal brisa, que só com o olhar
Sabe o que é ser amado e amar!

Um dia amor, havemos de ser invencíveis,
Nem que seja debaixo da terra!
E se assim tiver que ser,
Em rotação universal, rodaremos para sempre
Virados para Deus, em agradecimento…

porque

amores verdadeiros são intemporais